O tempo arranca cada fragmento de sanidade da alma, cada vez que por aqui passa.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Entoam em pânico os ''porquês''

É como se a carne me fosse comida aos pedaços
E as palavras abafadas e espancadas
Como se me amarrassem os braços
E atirassem aos cães, de mãos atadas

É agora: que até a saliva me engasga
E o chão me fere com vidro os pés
E nesta alma podre e gasta
Entoam em pânico os ''porquês''.

E o meu corpo desidrata, e seca...
Até as lágrimas serem de sangue.
Tão suja e perdida mocidade...
Já nem há luz que lhe cante!

Traição... adultério, crime e ciume!
Levaste-me as palavras. Já nem tento.
A dor lacinante elevada ao cume
DE COSTAS VIRADAS AO TEMPO.

6 comentários:

  1. Os teus poemas arrepiam-me toda, acredita!
    A Rosalina e a Florbela? Não podes ficar com as duas, escolhe é só uma! Beijão Huguitooooo @

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  2. este poema tem força, tem poder próprio *.*

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